CASE DE SUCESSO: Gestão de faturas de energia, gás e água com controle e rastreabilidade

Um cliente com múltiplos sites enfrentava um cenário típico operacional em utilities: faturas de energia, gás e água chegando por canais distintos, por e-mail ou busca em portal, com prazos curtos para processamento e pagamento, com ação dispersa nas várias unidades da empresa. O financeiro recebia apenas o valor a pagar digitado no ERP, sem uma trilha clara de como aquele total foi formado, irregularidades nos dados, informações de impostos deficientes. Quando apareciam divergências por valores faturados muito acima do histórico, era difícil reconstruir rapidamente a base de auditoria, porque as faturas, históricos e justificativas estavam espalhados entre em várias pastas, planilhas e e-mails, elevando risco de pagamento indevido e dificuldades em entender a situação e buscar correções, se fosse o caso.

A implantação da Plataforma Digital Orange começou por um desenho tecnicamente simples: centralizado do cadastro detalhado das unidades consumidoras e concessionárias; centralização do recebimento e coleta de faturas por tipo de utilidade e competência, e definição de um conjunto de regras de validação mínima viável. Em vez de tentar “conferir tudo”, o cliente priorizou checagens de alto impacto e alta recorrência, como: variações fora de padrões históricos, cobranças não usuais, inconsistências de leitura/consumo. O fluxo passou a incluir aprovação por alçada e registro obrigatório de justificativas, criando rastreabilidade e evitando decisões sem evidência. A análise das faturas passo a ser feita por exceção, ou seja, somente aquelas que apresentavam discrepâncias relevantes, direcionando os trabalhos para onde o impacto poderia ser relevante.

O resultado foi um ciclo mensal mais previsível e controlado: as contas ficaram centralizadas, as divergências passaram a ser detectadas e cada aprovação ficou auditável (quem aprovou, quando, por que e com quais documentos). Isso reduziu atrito entre financeiro e operação porque a conversa passou a ser baseada em regra + evidência, com histórico e comparabilidade entre unidades. A empresa ganhou capacidade de identificar sites com comportamento anômalo de forma recorrente, atuar na causa (processo, cadastro, contrato, operação) e reduzir desperdícios estruturais.

Ao longo do processo surgiram dúvidas práticas: o que validar primeiro, quais evidências guardar, como tratar exceções e como calibrar limiares para evitar falso alarme. O suporte focou exatamente em transformar essas dúvidas em parâmetros operacionais simples, revisados com o cliente e ajustados ao perfil de cada utilidade e unidade.

Com a escala de multiunidades e o aumento de complexidade regulatória e tarifária, esse tipo de governança de faturas deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico operacional para reduzir risco, custo e retrabalho.